terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor... de fato.


Um dia assim, sem jeito, me encontro dentro do teu peito...
Fato, desejo, relato, acaso... quem me deu esse direito?

Não posso ser, portanto, dona de seu pensamento
E me perco, inerte, suspensa em sofrimento...

Quem me fará de ti amor eterno? Quem?
Ah! Triste dor de amar! Há quem suporte? Ninguém!

Não sou poeta, mas me consagro, nas linhas deste refrão
Cedendo à pena minha alma... descrevendo meu coração

Se é amor de verdade por ti morro ou mato...
Se é amor de verdade?! Ah isto é fato!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Reticências

 
 
É incrível como a vida é cheia de "reticências"... 
Momentos assim, em que paramos de respirar, surpresas que emudecem, situações que nos fazem suspender os gestos,o olhar, o pensamento!

E, quando menos pensamos, estamos num turbilhão de sentimentos, num emaranhado de perguntas sem respostas! Come se víssemos a vida de sobre o penhasco: um horizonte que mais assusta que aventura.

É bem assim que aparecem as benditas reticências... cá estão elas, tão donas de si mesmas que são impossíveis de controlar. Elas se intrometem no meio de um vagar momentâneo, no auge de sua maior alegria, na intrepidez de seu maior sofrimento!

Elas não começam e nem finalizam nada, apenas abrem lacunas. Espaços que o pensamento não sabe agrupar, desejos que o coração não sabe expressar, palavras que a gramatica não soube grafar.

E não se permitem explicar! Ah! As reticências! Quem dera delas poder me livrar!!!

Mas... aqui já se vão mais algumas, pois, o meu pensar, de tanto que se faz e refaz, as busca para, sendo impossível hesitar, nelas, colocar meu pesar.