domingo, 16 de dezembro de 2012

Eu, por mim mesma.



Sou meio eu em mim e um pouco fora de mim.


Sou livre, mas me prendo com facilidade a quem quero bem. Não prendo ninguém a mim. Não gosto que me prendam.
Odeio regras. Quebro normas e refaço.
Sou criativa, mas curto uma preguiça.
Não me faço de rogada. Odeio meias palavras. Se não for construtivo, prefiro ficar calada... Mas de vez em sempre, falo demais.
Canto no chuveiro e fora dele.
Adoro musica, musica boa me encanta! Musica romântica me embala. Mas gosto de letras fortes, impactantes. Melodias graves, intensas, vivas, eufóricas.
Já fui roqueira, já fui nerd, já fui black. Nunca fui santa. 

Leio por prazer e sem prazer também. Leio de quadrinhos a Dostoiévski.
Falo Sozinha. Adoro minha companhia. Dou risada dos meus erros e me critico por eles depois, mas não muito. Tolero minhas imperfeições. Exijo muito de mim, mas não gosto quando outros o fazem.
Curto passeios com uma galera animada tanto quanto uma caminhada a dois, calada.
Prefiro a Lua ao Sol. Prefiro o campo ao mar. Mas não dispenso a praia.
Guardo pequenas recordações. Não sou boa com nomes. Me perco e me acho muitas vezes.
Sou dona de mim quando me permito, mas, ás vezes, gosto de ser dependente.
Adoro viajar, pra longe ou pra perto... Adoro dançar, sozinha ou acompanhada.

Desconfio do amor, suspeito sempre da melancolia, gosto de sentir saudade, mas gosto ainda mais de matar saudade.
Sou fã de filmes melosos, com beijo na cena final, tipo água com açúcar...
Gosto de cachorros. Prefiro gatos. Mas, tenho um hamister, ou ele me tem, sei lá.
Já fiz besteiras. Já superei medos. Já errei e quebrei a cara. Tenho arrependimentos, mas nenhum me dói tanto. Já me diverti muito, já sorri e chorei no mesmo instante.

Já dormi sob a lua. Já acordei com uma tempestade.
Já senti o amor chegando, já chorei quando ele foi embora. Já perdi a fé nele e ela me encontrou outro dia...
Acredito em Deus, não no destino. Acredito em escolhas e conseqüências, mas não em fatos dados.
Acredito em construções e reconstruções. Acredito no inacabado, nas possibilidades futuras, nas idéias absurdas, em utopias e finais felizes. 

Gosto de casa limpa, mas não muito arrumada. Gosto de casa com vida, onde as coisas trocam de lugar muitas vezes, onde tudo se tem a mão, ou se perde na confusão...
Gosto de pessoas, mas não todas. Gosto de gente que gosta de gente. Gente de cara limpa. De alma tranquila e fala corrida.
Gosto de quem tem história pra contar e que gosta de ouvir história. Gosto de cabelos cacheados e olhos escuros.
Odeio gente mesquinha. Não faço fofocas.
Não crio grandes expectativas a respeito de ninguém e de quase nada.
Me decepciono, mas procuro não guardar mágoa. Guardo sorrisos e gestos.
Lembro de cheiros da infância que adoro: de terra molhada, de mato fresco, de fruta madura e bolo no forno. Gosto de casa cheia, de barulho de gente festeira. 

Já quis ser médica, jornalista, ter uma corretora, escrever um livro e ser atriz.
Já quis morar em Londres, passear pelo Cairo e me esconder nas Andinas.
Já desisti de alguns sonhos. Inventei outros. Alguns estão guardados... esperando o momento certo de despertar...
Já fui loira, ruiva e morena... Não me acho feia, nem bela. Não sou perfeita. Fui magra poucas vezes, mas ainda não perdi as esperanças.
Gosto de homens mais velhos, mais altos, mais inteligentes e mais divertidos que eu.
Gosto da beleza. De obras belas, pessoas belas, imagens belas, palavras belas e principalmente, atitudes belas.
Não sigo padrões de beleza. Brigo com a balança, mas o chocolate me acalma.
Não estou alheia a moda, mas me visto com o que gosto e posso. Quero bem mais que tenho, mas não sofro por isso... só as sextas e sábados ou ás vezes, no domingo. 

Amo ensinar e adoro aprender. De todas as maneiras.
Já quis ser rica, mas não me rendo ao dinheiro. Trabalho com o que gosto hoje, mas trabalho por dinheiro, se fosse por diversão seria hobbie...
Quero ter filhos, uma casa grande com varanda e jardim e um gato preguiçoso.
Quero escrever livros, realizar pesquisas e deixar algo interessante pra humanidade.

Uma frase que amo: Metade de mim agora é assim, de um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo, incerto... depende de como você vê! (Fernando Anitelli)


sábado, 18 de agosto de 2012

Vontade Nova


Hoje acordei com uma vontade enorme de ser Eu
De me vestir de mim e perfumar minh'alma
De me fazer menina e rir meu próprio riso
Hoje eu acordei mais Viva...
E não quis vestir as velhas roupas de outrora
E dizer verdades que não são minhas
Andando caminhos que não escolhi
Hoje, escolhi seguir meus próprios passos
E deixar livres meus pés no barro
Sentir a terra e o cheiro dela  
E saborear os gostos que trago dentro de mim
Hoje decidi viver de escolhas
E esquecer as certezas e as rimas
Ter por companhia meus Eus
O Eu que sou quando estou brava, zangada
O Eu que sou quando estou amando, apaixonada
E os muitos outros Eus que sou
Em cada instante, em cada gesto ou palavra
Escolhi me encher de idéias e descartar as razões
Ter por amiga a Loucura
Redesenhar minhas paixões
Escolhi ter outras cores, outros amores
Esvaziar a caixinha de opiniões
Joguei no ralo o Certo e o Errado
Decidi reconstruir confusões
Compor minha própria melodia
Ser minha Orquestra e Sinfonia
Resolvi ser Eu, apenas Eu, assim mesmo
Sem chaves, segredos ou medos.

(Andrea Barbosa)


sábado, 30 de junho de 2012

A faxina


Hoje tirei todas as coisas do armário da minha alma e resolvi limpar. 
A faxina é geral... 
Vou jogar fora sentimentos velhos, que guardei pra dar pra quem nunca serviu. 
Descartei mágoas que agora são pequenas e não cabem mais em mim, outras que são grandes demais e ocupam espaço em vão, afinal mágoa é sempre tão feio! 
Também reorganizei minhas prioridades. Algumas realmente precisei reciclar, outras percebi estarem mais na moda pra mim... As que estavam velhas demais joguei fora.
Redescobri sonhos... estavam no fundo de um baú, num canto do coração, mas ainda são lindos! 
Alguns estavam empoeirados pelo tempo... limpei, lustrei e coloquei na minha cabeceira, assim posso vê-los com frequência e me lembrar que preciso usá-los. 
  

Debaixo dos cobertores de Conforto tão quentinhos encontrei muito perdão guardado e dei alguns, outros coloquei na escrivaninha, assim sempre que precisar posso dar a alguém.
Encontrei um punhado de Atitudes que eu achava que tinha perdido: Solidariedade, Coragem, Determinação, Garra e Alegria. Fiz combinações entre eles, assim posso usá-los sempre, aliás ficam lindos e muito úteis quando combinados! 
Acessórios vintage também encontrei: o cinto velho da Amizade que me cabe tão bem, as bolsas da Paciência e da Tolerância sempre tão úteis e que são difíceis de encontrar no mercado hoje em dia! 
Achei meus colares! O de pérolas de Felicidade estava meio quebrado. 
Concertei, afinal pérolas são pérolas não é mesmo? Estão sempre na moda, é um clássico! 
E verdadeiras como essas são raras! Não se pode perder! 
O de strass de Juventude lustrei, como brilha! 
Mesmo já estando meio velhinho, se cuidado nunca perde o brilho. 
Encontrei pulseiras de Infância! São meio retrô mas dá pra combinar bem com o cinto da Amizade. Ficam tão coloridos! Perfeitos pra usar com meu tubinho básico de Dia-a-dia. 
De repente encontrei aquela caixa... limpei a poeira de Saudade que estava sobre ela e abri... Senti o cheiro adocicado de Bons Momentos que emana dela, reconheci Memórias, Tempos e Pessoas. Confesso que nesse momento chorei. Não foi tristeza, acho que foi um cisco de Saudade que entrou em meus olhos, não joguei quase nada fora. Limpei com carinho, só joguei fora os velhos retratos de Tristeza e Solidão que ainda estavam lá. 
Achei que tinha terminado quando esbarrei nele: o Amor. 
Levei um susto! Não me lembrava de como ele era largo, gostoso... E lindo! E de como fico bem nele!
Sorri, e me vesti de Amor, ficou perfeito! Como na primeira vez que usei.
Coloquei um Sorriso junto, anéis de Bondade nos dedos e calcei as sandálias da Fé, elas são tão confortáveis e me deixam tão segura! 
Me olhei no espelho e percebi: Não há nada mais que eu precise comprar. Tudo o que tenho me basta.
  


terça-feira, 22 de maio de 2012

Vida e Morte sem Severina*



Seca, anseio, morte
Abandono no regaço de sua madre
Um tanto de si deixado pra trás
Um tanto de outro levado em si
Onde estás Severina?
Onde estão os retirantes?
Retiraram-se todos por medo?
Oh morte! Deste cabo aos teus filhos?
Oh Seca! Encontras-te fim nas lagrimas por eles vertidas?
Oh Pátria! Onde estão teus ouvidos que não ouvem
Os gritos gemidos deste povo?
Onde estão teus olhos que não vêem
O olhar sofrido de quem não tem esperança
A dor expressa nos olhos da desnutrida criança?
Onde estão teus braços
Que deixam caídos a míngua teus filhos?
Até mesmo a ti Severina se refere esta pergunta
Nem no canto ou no pranto
Encontra-se a resposta
De onde o retirante achará
Em sua terra abrigo, paz e alimento?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Viver, crescer e escolher


Parte do processo de desenvolvimento humano, "crescer" requer escolhas.
E escolher requer responsabilidade.
Não é possível escolher sem ter de abrir mão, não é possível ter algo sem perder algo.
O segredo está no quanto de responsável somos pelas escolhas que fazemos, afinal até quando erramos devemos ser responsáveis pelos nossos erros. Isto é o que nos torna donos de nosso destino, donos do nosso caminho e não "viajantes errantes por estradas obscuras".
Muitas vezes observo as pessoas passarem pela vida como se nunca tivessem crescido, sem o menor senso de responsabilidade por suas atitudes e escolhas. Reclamando a má sorte por eles mesmos gerada!
Brincam de viver, mas não brincam a vida.
A vida é uma escolha por sí só. Pode-se escolher viver ou existir.
Existir reduz a vida a uma rotina de acontecimentos pelos quais você passa sem propósitos, sem expectativas. Algo mais ou menos como "deixa a vida me levar, vida leva eu"....
Vivendo, passa-se a intensamente saborear os acontecimentos, as dificuldades, as superações. Vivendo aprende-se a amar a vida e ser responsável por ela, a acreditar nas suas próprias escolhas e direcionar seu próprio caminho.
Não importa a estrada o que importa é a direção e a intenção que se tem ao caminhar por ela. 

Por tudo isso, eu escolhi: não estou de passagem pela Vida. Estou vivendo intensamente a minha Vida. Com todas as responsabilidades, alegrias e frustrações que isso implica. Afinal até o que se pode provar, nós só temos uma vida pra viver.  

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor... de fato.


Um dia assim, sem jeito, me encontro dentro do teu peito...
Fato, desejo, relato, acaso... quem me deu esse direito?

Não posso ser, portanto, dona de seu pensamento
E me perco, inerte, suspensa em sofrimento...

Quem me fará de ti amor eterno? Quem?
Ah! Triste dor de amar! Há quem suporte? Ninguém!

Não sou poeta, mas me consagro, nas linhas deste refrão
Cedendo à pena minha alma... descrevendo meu coração

Se é amor de verdade por ti morro ou mato...
Se é amor de verdade?! Ah isto é fato!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Reticências

 
 
É incrível como a vida é cheia de "reticências"... 
Momentos assim, em que paramos de respirar, surpresas que emudecem, situações que nos fazem suspender os gestos,o olhar, o pensamento!

E, quando menos pensamos, estamos num turbilhão de sentimentos, num emaranhado de perguntas sem respostas! Come se víssemos a vida de sobre o penhasco: um horizonte que mais assusta que aventura.

É bem assim que aparecem as benditas reticências... cá estão elas, tão donas de si mesmas que são impossíveis de controlar. Elas se intrometem no meio de um vagar momentâneo, no auge de sua maior alegria, na intrepidez de seu maior sofrimento!

Elas não começam e nem finalizam nada, apenas abrem lacunas. Espaços que o pensamento não sabe agrupar, desejos que o coração não sabe expressar, palavras que a gramatica não soube grafar.

E não se permitem explicar! Ah! As reticências! Quem dera delas poder me livrar!!!

Mas... aqui já se vão mais algumas, pois, o meu pensar, de tanto que se faz e refaz, as busca para, sendo impossível hesitar, nelas, colocar meu pesar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fatos e Sapatos

Fatos e Sapatos


Adoro sapatos.
Porque sapatos falam. E dizem muitas coisas.
Falam sobre atitudes, sobre sentimentos.
Alguns são gritantes de afirmação, determinação, segurança, alegria!
Outros são singelos sussurros de romantismo, pudor e graça.
Não me refiro àqueles estampados em vitrines maravilhosamente organizadas e lindas de shoppings e sim aqueles impregnados da alma de seus donos, empregados aos pés de ávidos caminhantes.
Sapatos que possuem alma, que dançam num ritmo particular e inconsciente.
É incrível o quanto podemos aprender sobre alguém apenas observando seus sapatos. Eles expressam a marca que se impõe pela postura no seu uso.
Força, garra e estilo, sonhos ou decepções, desejos, anseios ou frustrações, expressos num salto alto ou numa sapatilha. Não existe um padrão de sapatos que se possa especificar como com ou sem atitude.
A atitude está na postura do uso, uma mesma sapatilha ou salto alto pode não dizer nada ou pode revelar muito de acordo com a pessoa que a está usando.
É interessante observar no vai e vem das ruas as pessoas e seus sapatos. Ver o quanto de si está doado neles, seja um tanto de ira, um tanto de paz, uma doce melancolia ou uma irreverente graça... E perceber que por eles se faz o caminho, se faz o caminhar.

Então, citando A. Machado:

"Caminhante não há caminhos faz-se o caminho ao andar"

E de assim pensar, reflito que, o como me ponho ao caminhar, determina aonde poderei chegar. Sapatos, fatos, pessoas, desejos, caminhos e caminhar: Um ligado ao outros sem que se possa separar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Você é o que você come!? Será?

Esta semana, degustando um inocente pastel de feira, ouvi esse ditado polular de uma aluna: Você é o que você come.
Bem, respondi de pronto, então eu sou muito GOSTOSA!

Afinal, pelo amor de Deus, que gosto tem o alface?!!!

Sejamos sinceras mulheres, bom mesmo é um suculento bolo de chocolate, daqueles tipo floresta negra, que acabam com qualquer cinturinha!

Se somos o que comemos e comemos coisas gostosas somos gostosas!!!

Não estou dizendo que devemos comer bobagens o tempo todo, se você só come gordura você será o que come: gorda.

Mas temos que ser lindas. Ter um corpo perfeito, seja lá a custo de quê, né?!!!
Academia, depilação, dietas, cabeleireiro, yoga, pilates e o que mais aparecer para nos deixar lindas!

E você sofre. O tempo todo.
Na academia te acabam com os braços e pernas que se alongam só Deus sabe até onde! E, quando sai de lá sente que foi surrada como um condenado.

Na depilação, tenha paciência... quem inventou a Depilação?!!! Um sadomassoquista????
Você vai do constrangimento a dor suprema. E aguenta. Firme. Sorrindo enquanto a profissional do masoquismo comenta: Tá ficando uma gracinha, lisinha!!! SOCORRO! Desde quando a bichinha tem de ser bonita???

No cabeleireiro, ah que delicia! Quase te arrancam o cérebro de tanto puxar as madeixas. A manicure?!! Faz coleção particular de bifes, dos mais diversos!

Mas o pior, o pior mesmo, são as dietas. Quanto sofrimento!
Você, de muito bom humor, começa a segunda feira - porque dieta se começa na segunda - e se priva de todas as delicias da vida: chocolate, refrigerante, bolos, pudins, mousses, lazanhas...
E aquele gato te chama pra "comer uma pizza"?! Maldade vai?!

Falando sério, se alface fosse bom, haveria fast food de alface!!!

E, deixe-me perguntar: Será que hoje, muitas mulheres lindas, são tão sem conteudo exatamente por serem o que comem? Alface?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

De repente eu queria...



De repente eu queria ser menina
E rir de mim e brincar na chuva
Calçar sapatilhas e dançar em frente ao espelho
Sem receio
Da minha imagem
Do meu cabelo...

De repente, eu queria ser menina
E correr de volta pra casa
E abraçar a cintura perfumada
 O cheiro de canela
O abraço forte
E o carinho que vem dela...

De repente, eu queria ser menina
 E subir no galho mais alto
E ver o mundo da fantasia
Que em minha memória
Ainda brilha 
E ... brilha! 

De repente, eu queria ser mulher
E ter a força de estar de pé
Quando me sinto no escuro
Menina medrosa e assustada
E ter a voz que ecoa num sussurro
E leva com ela ... o medo.

De repente eu queria ser mulher.
Ser segura de mim
E ser menina na alma
Na doçura e na calma.
De repente eu queria
Não ser mais uma menina...